O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, suspendeu na sexta-feira (27) a realização das eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro, que estavam previstas após a vacância no comando do estado. A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário da Corte.
De acordo com informações do G1, a medida interrompe a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia autorizado a escolha indireta do novo governador, feita pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio
A suspensão atende a uma ação apresentada pelo PSD, partido que questiona o modelo de eleição indireta e defende a realização de eleições diretas. Segundo o ministro, há indícios de contradição entre a decisão do TSE e entendimentos anteriores do próprio STF sobre casos semelhantes.
Com a decisão, o processo eleitoral fica paralisado até nova deliberação da Suprema Corte. Zanin também solicitou que o julgamento ocorra de forma presencial, permitindo possível revisão de votos já apresentados em análise anterior.
A crise política no estado teve início após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que deixou o cargo antes de decisão definitiva sobre sua inelegibilidade. O vice-governador já havia deixado o posto anteriormente, o que gerou a chamada “dupla vacância” no comando do Executivo estadual.
Diante desse cenário, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro assumiu interinamente o governo. Com a suspensão das eleições indiretas, ele permanece no cargo até que o STF tome uma decisão final sobre o modelo de escolha do novo governador.
O caso agora segue em análise no Supremo Tribunal Federal e deve definir se o estado terá eleições diretas ou indiretas para o mandato tampão até o fim de 2026.
Com informações da ALERJ
Por João Polippo – jn24h.com
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