O que conversas picantes de Daniel Vorcaro com sua então namorada adulta fazem em um relatório de informações extraídas de celulares apreendidos com o banqueiro? A presença desses trechos em documentos ligados à investigação tem levantado questionamentos.
A troca de intimidades entre os dois não tem relação direta com os fatos investigados e, pela legislação brasileira, esse tipo de conteúdo deveria ser descartado quando não contribui para a produção de provas.
O artigo 9º da Lei 9.296, que trata das interceptações telefônicas, estabelece:
“A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada.”
A lei ainda acrescenta:
“Parágrafo único. O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal.”
A vida íntima de Daniel Vorcaro só teria relevância investigativa caso revelasse algum crime ou a presença de autoridades em situações irregulares.
No entanto, segundo informações divulgadas, o documento que circula na CPMI do INSS inclui conversas íntimas entre o banqueiro e sua então namorada sem ligação com os fatos investigados, além de diálogos banais e flertes com outras mulheres. Esses dados não constariam nos relatórios oficiais produzidos pela Polícia Federal e encaminhados ao Supremo Tribunal Federal.
Entre os trechos divulgados estão mensagens trocadas entre o casal:
[6/9/24, 14:25:59] Tá fod4.
[6/9/24, 14:26:05] Quero acordar pel4d4 com você do lado.
[6/9/24, 14:27:26] Nem me fale isso.
[6/9/24, 14:27:40] Já tô rugindo aqui sozinho.
[6/9/24, 14:27:44] Fazer amor com você olhando no seu olho.
[6/9/24, 14:27:58] V0cê dentr0 de mim dev4garinh0. Fico tod4 molh4d4 só de pensar.
A situação tem gerado comparações com episódios da Operação Lava Jato. Na época, também ganhou repercussão a divulgação de uma conversa da então primeira-dama Marisa Letícia, em que ela criticava manifestantes que realizavam panelaços contra o PT.
O diálogo não tinha relação direta com as investigações sobre corrupção na Petrobras e acabou sendo citado como exemplo de exposição indevida de conteúdo privado durante investigações.
Especialistas apontam que excessos, exposição midiática e erros processuais acabaram fragilizando parte das investigações da Lava Jato, apesar de a operação ter revelado esquemas envolvendo grandes empreiteiras e contratos com a Petrobras.
Com informações via metrópole
A reportagem completa está na coluna de @mataisandreza.
Por Por João Polippo – jn24h.com
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