No domingo (24), Israel executou uma série de ataques aéreos na capital do Iémen, Sanaa, como retaliação a um lançamento de míssil realizado pelos rebeldes houthis contra seu território. Segundo a agência Saba, controlada pelos houthis, ao menos duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram explosões e colunas de fumaça na cidade. O Exército israelense afirmou que atingiu um complexo militar onde fica o palácio presidencial, além de usinas de energia e um depósito de combustível .
O ataque aéreo israelense em Sanaa deixou pelo menos seis mortos e 86 feridos, segundo informações dos rebeldes houthis. O Ministério da Saúde, controlado pelos houthis, informou duas mortes e 35 feridos nos ataques israelenses. Já uma fonte de segurança afirmou que o bombardeio atingiu “o edifício de Segurança Municipal, situado no centro de Sanaa” .
O governo israelense justificou os bombardeios como uma resposta a ataques repetidos dos houthis, incluindo o lançamento de mísseis e drones contra Israel. As Forças de Defesa de Israel alegaram que o grupo usa infraestrutura civil, como usinas elétricas, para fins militares .
Este episódio marca uma intensificação do conflito regional, com os houthis, alinhados ao Irã, ampliando suas ações contra alvos israelenses desde o início da guerra em Gaza em 2023. Em resposta, Israel tem realizado ataques aéreos no Iémen desde maio de 2025, visando instalações militares e infraestruturas estratégicas dos houthis .
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque em Sanaa demonstra a força de Israel e que a região está aprendendo a respeitar o país. Ele ressaltou que Israel continuará a responder com firmeza a qualquer ameaça contra sua segurança .
A situação no Oriente Médio continua tensa, com implicações para a segurança regional e respostas diplomáticas internacionais.
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