A CPMI do INSS, comissão parlamentar que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, se prepara para sua segunda reunião nesta terça-feira, 26, para definir a primeira lista de convocados para depor. Entre os nomes propostos pelo relator, Alfredo Gaspar (União Brasil), estão figuras proeminentes da política nacional, incluindo o atual ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), e ex-presidentes do INSS.
A mira da oposição se estende a ex-ministros da Previdência de governos passados, como Carlos Eduardo Gabas, que atuou na gestão de Dilma Rousseff (PT), e José Carlos Oliveira, que chefiou o Ministério do Trabalho e Previdência sob Jair Bolsonaro (PL).
A pauta de requerimentos da CPMI é ampla e busca informações do Supremo Tribunal Federal (STF), da Polícia Federal (PF) e de outros órgãos de controle, além do próprio Ministério da Previdência e do INSS. A comissão foi instalada na semana passada, e a oposição garantiu a presidência com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos), enquanto o relator, Alfredo Gaspar, também é crítico ao governo.
O escândalo que motivou a criação da CPMI veio à tona com uma operação da Polícia Federal que desvendou um esquema de descontos bilionários nos benefícios de aposentados e pensionistas desde 2018. Servidores e diversas entidades sindicais estariam envolvidos na fraude, que resultou na demissão de Carlos Lupi do cargo de ministro da Previdência e na exoneração do então chefe do INSS, Alessandro Stefanutto, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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