Três ocorrências de violência doméstica registradas pela Polícia Militar em Cianorte, Japurá e Terra Boa, nesta quinta-feira (22), chamam a atenção pela brutalidade dos relatos e, principalmente, pelo envolvimento de crianças e adolescentes entre as vítimas.
O que está acontecendo com o ser humano? Até quando mulheres e crianças continuarão sofrendo agressões justamente dentro de suas próprias casas, onde deveriam encontrar proteção, carinho e segurança?
Os três casos foram divulgados pela Polícia Militar do Paraná e terminaram com homens presos, suspeitos de agredir suas companheiras. Em duas ocorrências, meninas de 9 e 13 anos também teriam sido vítimas de violência.
CIANORTE: MENINA DE 9 ANOS PEDE SOCORRO APÓS AGRESSÕES
Por volta das 21h30, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência na Avenida Europa, em Cianorte.
Segundo o boletim policial, um homem de 40 anos, aparentemente embriagado, teria agredido sua companheira, de 25 anos, e a filha dela, de apenas 9 anos.
A criança contou aos policiais que o homem bateu sua cabeça contra a parede. Ela também relatou ter presenciado o agressor desferindo socos na cabeça de sua mãe, motivo pelo qual gritou por socorro.
O pai e o irmão da mulher ouviram os gritos e acionaram a Polícia Militar. Conforme os familiares, as situações de violência seriam recorrentes, mas a vítima acabaria sendo convencida a não denunciar.
Inicialmente, a mulher negou as agressões, mas posteriormente confirmou aos policiais que ela e a filha haviam sido agredidas.
O suspeito resistiu à abordagem policial, precisou ser contido e acabou preso.
JAPURÁ: HOMEM É PRESO SUSPEITO DE AGREDIR COMPANHEIRA E CHUTAR A FILHA DE 13 ANOS
Em Japurá, outra ocorrência revoltante foi registrada na Rua João Rocha Filho, durante a noite de quinta-feira.
Um homem de 43 anos, segundo a denúncia, chegou embriagado à residência e iniciou uma discussão com sua companheira, de 36 anos.
A mulher relatou que foi agredida com golpes e puxões de cabelo. Durante a confusão, o homem também teria chutado intencionalmente a perna da filha, de 13 anos, adolescente que possui epilepsia.
A menina apresentou dores e dificuldades para caminhar.
A vítima também denunciou ter sido ameaçada de morte caso acionasse a polícia.
Quando os militares chegaram, encontraram móveis e eletrodomésticos espalhados pelo chão, além de uma porta com a fechadura danificada.
O homem recebeu voz de prisão pelos crimes de ameaça e lesão corporal. A mulher manifestou interesse em solicitar medida protetiva.
O Conselho Tutelar também foi acionado, pois outros dois adolescentes, de 15 e 17 anos, estavam na residência.
TERRA BOA: MULHER DE 55 ANOS É AGREDIDA POR COMPANHEIRO QUE JÁ UTILIZAVA TORNOZELEIRA ELETRÔNICA
Em Terra Boa, por volta das 2h da madrugada de quinta-feira, uma mulher de 55 anos denunciou ter sido agredida pelo companheiro, de 50 anos.
Segundo a vítima, o homem desferiu diversos socos e tapas em seu rosto, provocando inchaço e dores.
Ela também relatou que as agressões eram frequentes e que apresentava hematomas e cortes pelo corpo, atribuídos a episódios anteriores de violência.
Um detalhe chama ainda mais a atenção: conforme o boletim policial, o suspeito já havia sido preso anteriormente por violência doméstica e utilizava tornozeleira eletrônica.
O homem admitiu ter dado um tapa na companheira, mas apresentou uma versão diferente quanto à intensidade das agressões.
Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte.
ATÉ QUANDO VAMOS CONVIVER COM TANTA VIOLÊNCIA?
Três cidades, três famílias e histórias que revelam uma realidade preocupante.
Mulheres agredidas, crianças aterrorizadas, ameaças de morte e relatos de violência repetida dentro de casa.
Não podemos tratar situações como essas como simples desentendimentos de casal. Violência doméstica é crime e precisa ser combatida.
O silêncio, muitas vezes provocado pelo medo, pode permitir que novas agressões aconteçam. Por isso, denunciar é fundamental.
A Polícia Militar reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone 181. Em situações de emergência, a população deve ligar para o 190. Mulheres também podem buscar orientação pelo Ligue 180.
As informações são baseadas nos boletins divulgados pela Polícia Militar. Os casos seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
Por João Polippo – jn24h.com
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