A colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão estão oficialmente liberados no Paraná a partir desta terça-feira (1º), conforme regulamentação do Instituto Água e Terra (IAT). No entanto, apenas os pinhões que atingiram completa maturação podem ser comercializados, garantindo a reprodução da araucária, espécie ameaçada de extinção. Quem descumprir a legislação pode ser multado em R$ 300 para cada 50 quilos apreendidos, além de responder por crime ambiental.
A comercialização do pinhão segue as normas da Portaria IAP nº 046/2015, que busca equilibrar a geração de renda e a conservação ambiental. Quando o pinhão cai ao solo, ele serve de alimento para animais, como a cutia, que ajuda na dispersão das sementes e na regeneração da floresta. Além disso, pinhões imaturos podem conter fungos e serem prejudiciais à saúde humana, causando problemas digestivos.
A fiscalização será realizada por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb-FV). Denúncias sobre irregularidades podem ser feitas pelo telefone 0800-643-0304.
Além da importância ambiental, a cadeia produtiva do pinhão movimentou R$ 22,4 milhões em 2023, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral). As regiões Central, Sul e Sudoeste do Paraná concentram a maior produção. O pinhão não só impulsiona a economia local, mas também é essencial para a alimentação da fauna silvestre.
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